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Inseminação Artificial/Inseminação Intra-Uterina com esperma de dador (IAD)

Porque tenho dificuldade em engravidar?

Por Ferticentro
Publicado a 2018-02-20

Vários estudos referem que, nos países desenvolvidos, um em cada sete casais em idade reprodutiva tem dificuldade em engravidar, o que corresponderá a cerca de 14% da população.  

A infertilidade é definida pela OMS como a incapacidade de um casal conceber após um período de 12 meses de relações sexuais desprotegidas e regulares.

Este período de tempo é reduzido para 6 meses quando a mulher tem mais que 35 anos ou quando há uma causa de infertilidade conhecida.

Se este é o seu caso, recomendamos que consulte um especialista em fertilidade.

Vários estudos referem que, nos países desenvolvidos, um em cada sete casais em idade reprodutiva tem dificuldade em engravidar, o que corresponderá a cerca de 14% da população.

 

Causas de infertilidade feminina

 
As causas de infertilidade podem ser femininas (correspondendo a 30% dos casos), masculinas (30%), mistas (30%) ou desconhecidas/idiopáticas (10%).

Na Mulher, os principais fatores são:

 

Mulher | Outros problemas

 

 

Causas de infertilidade masculina

 
No Homem, as principais causas de infertilidade são:

 

Homem | Outros problemas

 

 

Breve história do tratamento da infertilidade

 
O nascimento da primeira criança por Reprodução Medicamente Assistida (Fecundação “in vitro” – FIV) aconteceu em Inglaterra, em 1978. Este tratamento foi o resultado de um longo processo de evolução da medicina em todo o mundo. Atualmente, as técnicas de Medicina da Reprodução permitem o tratamento de quase todas as causas de infertilidade. Estas técnicas possibilitaram já o nascimento de milhões de crianças em todo o mundo. As taxas de gravidez clínica - com todas as técnicas existentes - situam-se nos 30%.

Durante os últimos 20 anos, a FIV foi muito importante e relativamente eficaz no tratamento de esterilidade de causa tubar de longa duração.

Entretanto, as técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) sofreram uma enorme evolução, sobretudo ao nível da modificação dos protocolos de estimulação da ovulação.

Com o aparecimento posterior da hiperestimulação controlada da ovulação com gonadotrofinas humanas, deu-se um grande passo no campo da PMA. Obtiveram-se mais ovócitos para a fecundação e mais embriões para transferir em cada tentativa realizada, o que aumentou as taxas de gravidez.

Porém, a incidência do Síndrome de Hiperestimulação Ovárica (SHEO), a elevada frequência de gravidezes múltiplas e as preocupações com o possível aumento de risco de cancro do ovário em consequência dos tratamentos, conduziram a protocolos terapêuticos mais suaves, seguros e eficazes.

As técnicas clássicas de PMA diferentes da FIV continuam a ser utilizadas nas situações em que estão indicadas, pois os resultados melhoraram com os novos protocolos de estimulação.

O surgimento de novas tecnologias permitiu ainda reduzir o número de casos com indicação para Inseminação com esperma de Dador (IAD).

Ao longo dos anos conseguiram-se fecundações de ovócitos, gravidezes a termo com crianças nascidas após dissecção parcial da zona (PZD) e por inseminação sub-zonal (SUZI).

Em 1992, surgiram os primeiros nascimentos obtidos por uma nova técnica, a Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI). Esta técnica foi desenvolvida por uma equipa de Bruxelas e revolucionou o tratamento da esterilidade masculina. A generalização da utilização deste novo método fez com que aumentassem as taxas de fecundação e clivagem embrionária. Passou a obter-se um maior número de embriões, com melhores taxas de implantação e taxas de gravidez evolutiva muito mais elevadas.

Os tratamentos de PMA da atualidade são procedimentos complexos, e estão em constante evolução científica.